quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Alimento para o Célebro

A primeira semana de outubro foi muito agitada. Iniciei duas oficinas, uma sobre “Construção da Imagem de Moda” e outra sobre “Moda Afro: os Deuses na passarela”.

As oficinas são organizados pela Oficina Cultural Oswald de Andrad, que está instalada na rua três rios, no Bom Retiro, em um lindo casarão, no qual no passado funcionou a Escola de Pharmácia. Os encontram acontecem duas vezes por semana.

A primeira oficina tem como proposta o conhecimento da atividade profissional do Stylist, que é o principal agente desta construção de imagem e como acontece a sua atuação. A oficina é coordenada por Dudu Bertholini, responsável pelo desenvolvimento da marca Neon.

O processo de seleção foi através de uma entrevista individual, na qual o coordenador questionava os entrevistados sobre seus interesses. O mais interessante é que esta oficina teve suas inscrições esgotadas pelo alto número de procura, o meu número na lista para a entrevista foi 50, e ainda existia 7 ou 8 pessoas depois de mim.... tudo isso para 20 vagas.

Quando cheguei para a entrevista percebi um burbulho.... zumzumzum... as pessoas entrevistadas saiam da sala e comentavam: ele é simpático...; parece cansado...; perguntou porque eu queria fazer o curso...; o que eu fazia...
Bom assim foi, passaram os minutos e chegou a minha vez, nesta hora já era formado bloco de três pessoas que entravam na sala (deve ser para ser mais rápido!). Dudu fez várias perguntas, realmente muito simpático, alegre... gosta de ouvir, tudo isso não durou mais de 2 minutos! Perguntou-me se conhecia o trabalho dele. A única resposta que tinha era: - Não; para falar a verdade nem sabia que você, era assim , tão POP (star).

A pergunta de Dudu ficou em minha cabeça. Então, ao chegar em casa recorri à NET. Fiz um busca simples: Dudu Bertholini, veio várias coisas.... e passei a entender quem era aquela pessoa que ousava, que se colocava de forma diferente, e tudo isso sempre com muita alegria.


A outra oficina também teve um processo seletivo por entrevista, neste dia não teve o burbulho, blá. blá , blá. Estava muito mais calmo. Mas esperei o mesmo tempo que na anterior, só que desta vez o meu número era o 19.

Foi bem diferente, eram dois entrevistadores – O Marco Silva - artista plástico e arte-educador e Fabiano Menna - stylist, produtor de moda, figurinista, ator e arte educador. Levei duas peças de minha autoria:


Saia com estampa pintada a mão, com tema africano, desenvolvida após pesquisa iconográfica sobre cerâmica africana.

Boneca Fada - elaborada a partir da idéia de reproduzir as bonecas 'mocinha', com corpo definido – suzi, barbie.... Mas também carrega signos africanos, como pele e cabelo. É uma boneca artesanal, de tecido - resíduo da indústria de confecção, um processo de minimização dos resíduos.

Esta oficina tem como proposta o estudo dos signos afro brasileiros e da forma que as pessoas se comportam frente a estes. Está dividida em dois blocos: 1- identidade afro brasileira - influências que o brasil recebeu dos povos africanos e da colônia portuguesa e o desenvolvimento de signos para auto afrirmação; 2- mitologia e mitos africanos Iorubá.

Ao final de 16 encontros teremos organizado um desfile para apresentação da nossa pesquisa! Uauuuu!!!

Um comentário:

Val disse...

Lu, fico muito feliz de saber que vc estea envolvidissima com a costura e a arte. Essas oficinas parecem ser muito interessantes e vc saberá aproveitá-las muito, tenho certeza. Um beijo (cheio de saudades) ...